A comemoração da páscoa pode ser atribuída vários significados. Para os hebreus a páscoa significa o fim da escravidão, marcada pela travessia do Mar Vermelho. Para os cristãos é a ressurreição, a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida. Já no hemisfério norte, a páscoa marcava o fim do inverno e o início da primavera, o tempo em que as plantas e os animais voltavam a aparecer.
Dentre os símbolos da páscoa um dos mais conhecidos é o coelho. Por ser visto com grande frequência no início da primavera e por sua alta fecundidade. O coelho representa para os cristãos, sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
O coelho brasileiro, tapiti, apesar de ser encontrado em várias partes do Brasil não é tão famoso quanto o coelho europeu.
O tapiti (Sylvilagus brasiliensis) pode ser encontrado do México à Argentina em campos e bordas de florestas. Tem hábitos noturnos, passa a maior parte do dia em tocas naturais ou que ele mesmo escava. Possui coloração castanha com tons alaranjados, olhos escuros e orelhas curtas. Conseguem correr em alta velocidade e com bastante agilidade, o que representa um importante meio de defesa.
É considerado prolífero, porque a fêmea pode ter mais de um parto durante o ano, dando a luz de 2 a 7 filhotes. Os filhotes nascem de olhos fechados, desprovidos de pelos. O ninho é construído em uma toca e é forrado com os pelos da mãe.
A má notícia, porém, é que os tapitis estão desaparecendo de várias regiões do país. Com a destruição de florestas e outros tipos de vegetação nativa, para uso na agricultura e criação de animais domésticos. Essa devastação tem propiciado a lebre europeia, uma espécie invasora, adaptada a áreas abertas, vantagens quanto a alimentação e reprodução.
Caso prossiga a destruição das florestas e as espécies invasoras continuem se dispersando não poderemos mais ver este animal da fauna brasileira em seu habitat natural. Juntos poderemos conservar as florestas e permitir a sobrevivência do coelho brasileiro por muitas páscoas!!!!
Feliz páscoa!!!!
Fonte: Zoo de Pomerode, 2011.

Nenhum comentário:
Postar um comentário